São 1h55 e acabo de chegar do show, sem voz e com a adrenalina lá em cima, demorarei a dormir. O último é sempre o melhor, mas esse teve algumas particularidades. Por ser no Credicard a pista não estava cheia, tanto que não abriram toda a cortina, deixaram as pontas fechadas, para que o público ficasse no meio para assistir e possivelmente “dar mais volume” por conta das filmagens, além de ter espaço para dançar à vontade, achei o público diferente, tinha muitos grupos de “tiozinhos e tiazinhas” de uns 45/50 anos, no começo julguei o livro pela capa, achei que estavam lá “perdidos”, mas não, me enganei, eles cantaram e pularam o show inteiro, sem contar que pela 1ª vez todas as pessoas ao meu redor cantavam todas as músicas, não tinha gente parada, nem casais que foram para namorar, era uma galera que curtia a banda mesmo.
Já sei que amanhã ou segunda-feira as pernas estarão moídas e o corpo dolorido, pulei muito, principalmente quando eles emendaram “Lado B, Lado A” com “Pescador de Ilusões”, a participação do Negralha está cada vez melhor, o som está com muitas batidas. Fiquei imaginando se O Rappa existir por mais 20/25 anos serei um daqueles “tiozinhos” que vi, por isso aqueles que me conhecem e toda vez que falo: “Vou no show do Rappa”, não perca tempo e saliva dizendo: “Nossa, mas você não enjoa?” ou “Você não ouve outra coisa?”. Sou fã, gosto muito, ir ao show me faz bem, saio de lá “leve”, e a cada vez fico mais vidrado nessa banda, cada um na sua e fazendo o que lhe faz bem.
Cabeça feita, e feita com muita energia positiva, a cada música era uma pescaria de ilusões.
“Brindo a casa, brindo a vida, meu amores, minha família....”
Fonte: adrenalina pós show da melhor banda do mundo!